Segundo a estimativa 2026-2028 do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano, tornando a doença o tipo mais incidente entre mulheres no país. Diante desse cenário, um exame se tornou central para definir o tratamento de cada paciente: a imuno-histoquímica (IHQ).
Termos como “receptor hormonal” e “HER2”, frequentes no resultado de uma biópsia, vêm da imuno-histoquímica, exame no qual o médico se apoia para decidir o tratamento. Em termos simples, a biópsia convencional confirma a existência do tumor, e a imuno-histoquímica identifica qual tipo de câncer de mama está em questão, informação que muda diretamente o tratamento mais eficaz para cada paciente.
O que a imuno-histoquímica revela
A IHQ é um exame feito a partir do mesmo material da biópsia, que identifica proteínas específicas nas células do tumor. No câncer de mama, o painel padrão avalia quatro marcadores:
Receptor de estrogênio (RE) e receptor de progesterona (RP): indicam se o tumor é estimulado pelos hormônios femininos. Quando positivos, respondem à hormonioterapia (tamoxifeno ou inibidores de aromatase) e representam a maioria dos casos.
HER2: proteína que, em excesso, acelera a multiplicação das células tumorais. Está presente em 15 a 20% dos casos e, quando positiva, indica terapias-alvo como o trastuzumabe.
Ki-67: mede a velocidade de proliferação celular. Índices altos indicam tumores mais agressivos e tratamentos mais intensivos.
Do resultado ao subtipo molecular, e o que isso muda no tratamento
A combinação dos quatro marcadores classifica o tumor em subtipos moleculares, e essa classificação explica por que duas pacientes com o mesmo diagnóstico podem receber tratamentos diferentes:
Luminal A: RE e RP positivos, HER2 negativo, Ki-67 baixo. Melhor prognóstico e boa resposta à hormonioterapia, muitas vezes sem quimioterapia.
Luminal B: RE positivo, Ki-67 elevado, HER2 negativo ou positivo. Geralmente exige hormonioterapia associada a quimioterapia ou terapia-alvo.
HER2 positivo (não luminal): receptores hormonais negativos e HER2 positivo. Tratamento com terapia-alvo combinada à quimioterapia.
Triplo-negativo: RE, RP e HER2 negativos. Não responde à hormonioterapia nem às terapias anti-HER2; o tratamento é quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia.
Essa classificação permite ajustar o tratamento a cada tumor, em vez de aplicar o mesmo protocolo a todos os casos.
Por que a qualidade do laudo é, também, uma decisão clínica
A imuno-histoquímica só cumpre seu papel quando o laudo é preciso, reprodutível e entregue a tempo de orientar a decisão terapêutica. Padronização de reagentes, controles de qualidade e patologistas experientes na leitura dos marcadores fazem parte desse compromisso, que é também uma responsabilidade com o paciente e a equipe médica que decide o tratamento com base nele.
O Cipac realiza a imuno-histoquímica com esse padrão de rigor técnico, dentro dos critérios de acreditação PACQ-SBP, e oferece às clínicas e hospitais parceiros de Blumenau e região uma rotina de exames pensada para dar suporte real à decisão terapêutica, com agilidade no retorno e comunicação direta com a equipe médica sempre que necessário.
